05/06/2015

Filme sobre Felipe Ehrenberg entre os premiados do Curta Amazonia

O público que não compareceu simplesmente perdeu nesses 3 dias do Festival de Cinema de Porto Velho bastante conteúdo cultural apresentado nos filmes na telona do Teatro Guaporé.
Já os que compareceram puderam assistir a memória de Zé Dantas compositor que fez muitas canções de Luiz Gonzaga no filme “Psiu” de Recife – PE, de Antonio Carrilho, co-direção Juliana Lima, se tem o registro de Ariano Suassuna (in memória), defensor exaustivo da música nordestina como referência nacional além de Fagner, Geraldo Azevedo e pessoas humildes que conheceram Zé Dantas. Mereceu o melhor filme, melhor média metragem, seletiva nacional no 6º Curta Amazônia Mundi.  O filme é uma Cinebiografia do compositor Zé Dantas. Autor de letras como Sabiá, O Xote das Meninas, Riacho do Navio, Vozes da Seca entre outras. Zé Dantas, junto com seu amigo e parceiro Luiz Gonzaga deu vida e emoção a dezenas de canções que marcaram a história da música brasileira.
Essa é a verdadeira contribuição dos realizadores de filmes que mostram ao nosso público a qualidade da produção de Cinema que não estão em cartaz no País. É por isso, os que foram ao Cinema no Teatro Guaporé, saíram e muito satisfeito com a qualidade de filmes e o vastíssimo conteúdo cultural exibidos na telona local nesses 3 dias.
A premiação e reconhecimento da iniciativa dos Índios Cinta Larga, isso mesmo senhores e senhoras de iniciativa de entidades sérias independentes que estão incentivando os indígenas a produzir sua própria memória, através da produção de filmes, uma situação que não é percebida pelos poderes constituídos.
Estar conosco, porque temos projeto sério, para desenvolver com as nossas crianças, adolescentes e adultos, em meio a tanta vulnerabilidade social, com metas de evoluir através do Cinema, que traz a memória regional como norte e fomentador dessas ações. Criar e fomentar um pólo de produção, sem factoides, e sim com ações concretas.
Fazer graça ao redor da cidade exibindo filmes e dando volta ao mundo usando o nome de Rondônia como promotores da cultura, com o financiamento de banco público, chega a ficarmos perplexos como o boto do Rio Madeira e a facilidade de trânsito na Presidência da República autorizar tanta façanha, perde os projetos rondonienses que somos lesados por alguns espertalhões que se utilizam do poder de influência que ainda impera nesse País desigual.
Mais a nossa luta continua. Nada é em vão, pois se com muitos apoios, transformamos o nosso Festival de Cinema, em um exemplo para projetos que tentam ainda sobreviver sem recursos. O nosso muito obrigado aos que nos deram um NÃO, pois o NÃO nós sempre já sabemos que poderia acontecer e conseguimos transformar em muitos SIM.
Mas acreditem, temos potenciais e muitas barreiras pela frente, na minha opinião cada edição é um desafio, desafio da burocracia que emperra entidades nos gabinetes públicos e uma legislação que tratam os projetos culturais como construtores e empreiteiros.
Temos esperança, não queremos recursos na porta de forma fácil, queremos mais cultura de forma ordenada e que atendam nossa realidade e demanda na região, sintetizou  Carlos Levy organizador e fundador do Festival de Cinema Curta Amazônia hoje denominado Curta Amazônia Mundi – o Festival de Cinema de Porto Velho, com muito orgulho de ter nascido em PVH e lutar permanentemente por melhorias em nossa terra.
A nossa satisfação é você ver nossos produtores rondonienses subirem no palco, sendo os verdadeiros Atores e não coadjuvantes de falsos glamoures impostos pelo poder econômico de projetos que somente sugam recursos de outras esferas usando o nome de Rondônia.
É muito chato entrar nessa linha de ação, mais a crítica tem que ser feita, para podermos dormir em berços esplêndidos como nossos pioneiros sempre almejaram ao futuro desse Estado. Participar e construir, verdadeiramente políticas públicas com financiamentos claros e objetivos para os rondonienses, e não ficarmos somente no discurso.

Vamos aos vencedores dessa edição 2015.

NA SELETIVA NACIONAL, O MELHOR FILME E O MELHOR MÉDIA METRAGEM DO FESTIVAL, O VENCEDOR  FOI: “PSIU”,de Antônio Carrilho, co-direção Juliana Lima, Recife – PE. Guida, uma doce senhora que há 30 anos  sua rotina entediante modificada ao se deparar com um anúncio para aulas de modelo vivo em um centro cultural. Através da sensibilidade criativa da personagem, o filme propõe uma reflexão sobre a retomada da inspiração artística, a arte como agente transformador e o conceito do belo.
MELHOR FILME CURTA METRAGEM: ”MAX UBER”, de André Amparo, Belo Horizonte – MG.: O filme apresenta a trajetória e algumas das premiadas obras do inventado artista visual brasileiro Max Uber. Uber tem as obras de Andy Warhol como referências muito fortes em seu trabalho. Após transformar, copiar e revender suas adaptações de vários trabalhos de Warhol. Max Uber decide iniciar na internet uma carreira no mundo da arte contemporânea totalmente baseada em apropriações.
O MELHOR FILME LONGA METRAGEM: “Sobrevivi ao Holocausto”, Caio Cobra e Marcio Pitliuk, São Paulo – SP.: Pela primeira vez no cinema um sobrevivente do Holocausto volta aos locais onde tudo aconteceu e conta pessoalmente o que viu e viveu durante os seis anos do terror nazista. Ele viajou acompanhado por  arina Kagan, uma jovem brasileira, com aproximadamente a mesma idade que Julio tinha quando a Guerra acabou e ele foi libertado dos campos de trabalhos forçados. Marina é em nosso filme o encontro do passado com o presente. Através das conversas de Julio e Marina podemos conhecer o que foi o Holocausto nas palavras de quem esteve lá.
PREMIAÇÕES ESPECIAIS:
- Prêmio Especial do Júri: “Apocalipstick”, de Carol Quintanilha, São Paulo – SP. Trata-se da montagem e a vida do artista mexicano Felipe Ehrenberg
- Menção Honrosa: “Malmequer”, Simone Norberto, Porto Velho – RO.
- Menção Honrosa: “A missão do Divino”, Hágner Malon e Irmandade do Senhor Divino Espírito Santo, Porto Velho – RO.
- Júri Popular: ”No escuro”, Pedro Murad, Rio de Janeiro – RJ.
*NA SELETIVA REGIONAL – MOSTRA OLHAR DE CINEMA NA AMAZÔNIA – O MELHOR FILME REGIONAL ENVOLVENDO TODOS OS ESTADOS DO NORTE DO PAÍS, O FILME: “O time de Croa”, Jorane Castro, Belém – PA.: Os pescadores que vivem na Praia de Ajuruteua, município de Bragança, são apaixonados por futebol. Eles levam tão à sério a paixão pelo esporte nacional que sempre embarcam com uma bola acomodada na proa do barco. Quando podem, eles encontram os parceiros de pescaria nas croas, como são chamados os bancos de areia naquela região, para uma pelada. Ali, à maré baixa, eles jogam futebol, neste campo efêmero, criado pela natureza, antes de voltar para o mar aberto e enfrentar os desafios de mais uma pescaria.
* MELHOR PRODUÇÃO RONDONIENSE – Prêmio Nelson Townes: o curta feito por Índios CINTA LARGAS já preocupados com a MEMÓRIA INDÍGENA  de seu povo: “Underryyt – o Avô”, de Silvana, Sirlene, Sidney, Julio Cesar, Natalino, Diego – Cinta Larga, 2015, Riozinho – Cacoal/RO.: O filme é um retrato do pajé Pyly da aldeia Capitão Cardoso. Foi feito por um grupo de jovens Cinta Larga durante uma oficina de vídeo coordenada pela Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e a Coordenação das Organizações do Povo Indígena Cinta Larga Patjamaaj. Baseado em entrevistas com o Pyly, o filme mistura os gêneros de documentário e drama quando as histórias dele são visualizadas pelos jovens.
* NA SELETIVA MUNDIAL O VENCEDOR FOI O FILME DE LISBOA/PORTUGAL: “Uma Pensão quase esquecida”, de Rui Goulart.: Ele sabia que a Pensão Internacional já não existia. Estava fechada. Mas convidou os antigos hóspedes que mais não eram que a sua própria antiga equipe para uma última ida à Pensão Internacional… mas continuou a viagem com uma Lolita enquanto recordava o passado.

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