Jirí Georg Dokoupil

Jirí Dokoupil vive e trabalha entre Berlin, Madrid, Praga, Rio de Janeiro e Santa Cruz de Tenerife.

Jirí Georg Dokoupil é um artista contemporaneo tcheco. Foi um membro fundador do grupos de artistas alemães Mülheimer Freiheit e Junge Wilde, atuantes no fim dos anos 70 e começo dos 1980s.

Jirí Dokoupil nasceu em Krnov, na antiga Czechoslovaquia, em 1954. Depois da invasão do exercito soviético em Praga em 1968, ele escapou com sua familia para a Austria e Alemanha. Em 1976 começou a estudar na Academia de Belas Artes de Colônia. Depois teve aulas também em nas universidades de Frankfurt e Cooper Union, em Nova York, onde conviveu com o artista conceitual Hans Haacke. A influencia de Haacke é evidente na fase inicial do trabalho de Dokoupil. De 83 a 84 Dokoupil foi professor convidado na Escola de Belas Artes de Dusseldorf e posteriormente na de Madrid.

Em 1979, junto com artistas como Hans Peter Adamski, Peter Bömmels e Walter Dahn fundou o Grupo Mülheimer Freiheit. O Grupo se associou ao negociante de arte Paul Maenz quem organizou a primeira exposição solo de Dokoupil em 1982. No atelier na rua que emprestara o nome para o grupo, os “Jovens Selvagens” (Jungen Wilden) se dedicaram a explorar a expressão contemporânea  neoexpressionista, estilo figurativo de cores intensas pintando a temática tradicional fazendo prevalecer o aspecto intelectual, reduzido a linguagem formal do Minimalismo e da arte conceitual. “Eu vim a compreender  que hoje o artistas conceitual se tornou um mentiroso”, segundo Dokoupil. “O que eles nos prometeram foi a salvação, arte sem forma. Mas você pode ir à galeria e não ter nada para ver, e isto pode custar muito dinheiro - simplesmente não pode ser assim”.

Mas já nos primeiros estágios Dokoupil desenvolveu um método tão selvagem quanto incomum de trabalho e logo encontrou seu próprio caminho subjetivo radical com considerações individuais. Com sua “pintura livro” mostrado na Documenta 7, Kassel, em 1982, Dokoupil atraiu a atenção do mundo da arte. Era um material gigantesco de pintura chamado “Deus, mostre-me suas bolas”, uma espécie de homenagem a uma pintura de pratos de Julian Schnabel (imagens formadas de pratos quebrados). Schnabel não foi convidado a participar da exposição – nos olhos de Dokoupil, um ofensa grave. Desde então – além das exposições coletivas com o “Mülheimer Freiheit” – O trabalho do artista tem sido visto em numerosas exposições individuais em galerias, museus e outros locais de interesse cultural a nível mundial.

CV

Jiri-Dokoupil-CV.pdf

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