AKAKOR

De 09.04 a 23.05, na Baró Galpão

De 09/04 a 23/05/2015
Akakor é uma de três cidades construídas há milhares de anos por uma antiga civilização nas profundezas da selva amazônica. Sua história foi imortalizada no livro “Crônica de Akakor”, publicado em 1976 pelo jornalista alemão Karl Brugger. Este, por sua vez, a ouvira alguns anos antes de um sujeito chamado Tatunca Nara, o único (auto-proclamado) descendente de tal tribo de que se tem notícia. Ainda que muitas das alegações feitas por Nara fossem no mínimo suspeitas, isso não impediu que aventureiros e curiosos do mundo inteiro viajassem em busca dessa civilização perdida. Tampouco os impediu o fato de que o autodenominado indígena possuía uma fisionomia europeia, falava um alemão fluente e um português canhestro. Ao longo dos anos, Nara foi associado a uma série de episódios sinistros envolvendo a morte e o desaparecimento de pessoas que o acompanharam em expedições frustradas em busca de Akakor. Revelou-se, por fim, que Tatunca Nara era na verdade Günther Hauck, um alemão que fugira de seu país natal para evitar a prisão por falta de pagamento de pensão familiar. Esta exposição coletiva empresta a grande farsa de Akakor como alegoria da prática de charlatanismo no meio artístico. Ela se propõe a investigar diferentes de métodos empregados por artistas para enganar, tripudiar e iludir seu público por meio de estratégias conceituais ou formais. Nos trabalhos aqui reunidos, o charlatanismo é utilizado em abordagens que levantam dúvidas e questionamentos sobre assuntos tão diversos como a noção de autenticidade na produção artística contemporânea, a fronteira tênue entre ficção e documentário ou as lacunas da percepção, entre tantos outros. Com curadoria de Kiki Mazzucchelli e Maria do Carmo M. P. de Pontes, a exposição reúne obras de Agnieszka Kurant (Lodz, Polônia, 1978. Vive em Nova York), David Lamelas (Buenos Aires, Argentina, 1946. Vive entre Los Angeles, Bruxelas e Berlim), Elena Damiani (Lima, Peru, 1979. Vive em Copenhague) (Felipe Cohen (São Paulo, 1976. Vive em São Paulo), Felipe Ehrenberg (Tlacopac, México, 1943. Vive na Cidade do México), Francis Alÿs (Antuérpia, Bélgica, 1959. Vive na Cidade do México), Frank & Robbert // Robbert & Frank (Ghent, Bélgica, 1989/ 1989. Vivem em Ghent), João Maria Gusmão + Pedro Paiva (Lisboa, Portugal, 1979/ 1977. Vivem em Lisboa), John Smith (Walthamstow, Reino Unido, 1952. Vive em Londres), Luis Ospina (Santiago de Cali, Colômbia, 1949. Vive em Bogotá), Marcius Galan (Indianápolis, EUA, 1972. Vive em São Paulo), Martin Creed (Wakefield, Reino Unido, 1968. Vive em Londres), Nelson Leirner (São Paulo, 1932. Vive no Rio de Janeiro), Pilvi Takala (Helsinki, Finlândia, 1981. Vive entre Helsinki e Istambul), Raphael Hefti (Biel, Suíça, 1978. Vive entre Londres e Zurique) e Stefan Burger (Baden, Alemanha, 1977. Vive em Zurique), entre outros.

Akakor
Curadoria de  Kiki Mazzucchelli
& Maria do Carmo M. P. de Pontes

Abertura: 09/04, 17 às 22h
Visitação: 10/04 a 23/05/2015
terça à sexta, das 10h às 19h
sábado, das 11h às 16h

Baró Galpão

Rua Barra Funda 216 – Santa Cecília.

+55 11 3666 6489

 

PRESS RELEASE

AKAKOR.pdf

OBRAS

Work n. 960 | Martin Creed

Dimensões Variadas // 2008

Photo: Filipe Berndt

Work n. 960 | Martin Creed

Cactus enfileirados // Dimensões Variadas // 2008

Photo: Filipe Berndt

F for Fake | Orson Welles

Filme // 95 min // 1973

Photo: Filipe Berndt

Dentro do Peixe | João Maria Gusmão + Pedro Paiva

Filme 16mm // 1'30'' // 2010

Photo: Filipe Berndt

Real Snow White | Pilvi Takala

Video HD // 9'15'' // 2010

Photo: Filipe Berndt

Hieroglyphs | Frank&Robbert/Robbert&Frank

Impressões 2D em cor // Dimensões Variadas // 2012-14

Photo: Filipe Berndt

Vista da exposição

Photo: Filipe Berndt

Martin Creed | Work n. 960

Cactus enfileirados // Dimensões Variadas // 2008

Photo: Filipe Berndt

Vista da exposição

Photo: Filipe Berndt

David Medalla | Felipe Cohen | Francis Alÿs

Photo: Filipe Berndt

Vista da exposição

Photo: Filipe Berndt