Almandrade | O conceito entre o verbo e a visualidade

de 05 de abril a 06 de maio

Depois do movimento da Poesia Concreta, há 60 anos e do Poema/Processo há 50 anos que levou à radicalização total a visualização: a palavra foi dispensada do poema, ficando apenas os sinais ou palavras / imagens que se desenvolvem no espaço branco do papel. A geração de poetas artistas surgida na década de 1970 levou as últimas consequências com recursos da arte conceitual, arte postal e as experiências neoconcretistas, destaca-se dessa geração o baiano artista visual e poeta, com formação em arquitetura Almandrade. A grande riqueza visual aliada à semântica da proposta fazem de Almandrade um dos mais criativos operários da linguagem. Um construtor / inventor. Poderíamos quase dizer que Almandrade inventou uma nova forma de ‘Haiku brasileiro’, reduzido a sua mais simples expressão.” (Marc Pottier). Entre a poesia o conceito e o visual, entre a forma e a palavra, entre o rigor espacial e a poesia caminha a obra de Almandrade. Expoente baiano da arte conceitual e, hoje, um dos grandes nomes das artes visuais brasileiras, com uma produção respeitada nos principais circuitos de arte do país e reconhecida internacionalmente. A partir do dia 04 de abril de, parte dessa produção, em pequenos formatos poderá ser vista na Baró Galeria, na rua da consolação Jardins, em cartaz até o dia 30 de abril. Complementa a exposição o lançamento de álbum de gravuras, tiragem de 50 exemplares 16 x 22 cm. São 10 poemas visuais produzidos na década de 70 e editados em 2016 por Gravuras no Brasil.

Com cerca de 45 anos de atividade artística, Almandrade dispensa apresentações. Seu trabalho, iniciado em meio ao vigor criativo que marcou o movimento artístico na década de 70, tem um traço muito particular: representa a própria universalidade da arte, alternando-se entre a estética construtivista, a Arte Conceitual e o Poema visual. A coerência e o rigor em lidar com diferentes suportes, fazem de Almandrade, um pensador que se utiliza desses suportes para produzir reflexões, um autêntico representante de uma geração que surgiu na década de 70.

 

O conceito entre o verbo e a visualidade – Almandrade @ Baró Galeria – Jardins

 

Abertura: terça-feira, 4 de abril, das 17h às 22h

Período expositivo: de 5 de abril a 06 de maio

Horário de funcionamento: segundas das 14h as 19h; de terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 19h

Rua da Consolação, 3417 – Jardins – São Paulo – SP

Entrada livre/ franca

 

Informações para a imprensa:

 

Renato Bomfim 55 11 3666 6489, renato@barogaleria.com

Gabriela Inui      55 11 3661 9770, gabrielainui@gmail.com

ARTIST

OBRAS

Por que a arte?

Acrílica sobre tela // 30 x 24 cm // 1986

Sem título

Acrílica sobre eucatex // 28.5 x 21.5 cm // 1989

Sem título

Garrafa de vidro, lâmina, gaze // 15 x 6 (Ø) cm // 1978

Impossível vencer o tempo

Acrílica sobre tela // 27 x 35 cm // 1985

Sem título

Ferro, vidro, bola de gude // 7 x 20 x 11 cm // 1989

Ordem

Acrílica sobre tela // 24 x 30 cm // 1978-1989

Sem título

Madeira, tinta acrílica e carimbo // 8.5 x 14 x 6.5 cm // 1978