Fernando Campana | Macacos & Robôs

de 12 de Agosto a 10 de Setembro, na Baró Jardins

 A galeria Baró têm o prazer de apresentar a primeira mostra individual do Fernando Campana. Quando o jovem Fernando Campana descobriu a linguagem radical de Ron Arad durante uma exposição no jardim botânico de Bruxelas, ele se impressionou e influenciou sua pesquisa criativa. Tentando não continuar com clichês, ele explorou uma nova dimensão, que explica a capacidade de visão.

Há também um método na variedade de expressões de arte que ele está colocando na mesa e sua capacidade de coletar e conectar-se às histórias que ele está juntando é sistemática. Você não consideraria a abordagem complexa em sua série ‘Robôs’ que está em sua mente desde sua infância. Ele queria se tornar um astronauta e este alter ego é sua máquina que está em constante produção. A expressão de sua criatividade começa a partir daqui e o caráter dualista do robô é colecionar informações, sensações e memórias. Ele se lembra e esquece, porque a memória volta e torna-se uma história histórica, bem como uma sensação futurista. Recordando o futuro com os bonecos sujos de mercados ao lado das prisões, uma visão envenenada de uma tragédia relacionada à violência, que poderia ser um drama mental. Ele tem a força para agir nesta fase, ele expressa com extrema doçura sua dupla capacidade de ser bom, mas também ele é capaz de entender o pior.

 A série ‘Macacos’ começou a ser criada um pouco antes da verdadeira tragédia da matança, a partir de sua relação ingênua com os macacos na infância. Naquela época, ele trazia consigo a esperança de domesticá-los ou de estabelecer um relacionamento humano, o que acarretou em um aprendizado de tolerar e respeitar o comportamento irracional. Os macacos acusados de transmitir febre amarela já estavam lá no papel em seu estúdio particular, exatos e precisos; e os belos retratos da humanidade desses primatas foram desenvolvidos com a intenção de comunicar o conceito sem sentido da diversidade. Ele sempre lutou em manter uma linha precisa entre quem se declarou e os rebatedores que estão tentando agir de alguma maneira. Esta tragédia foi usada como uma metáfora para ver nos macacos uma crítica social que colocou o dedo na pequena vontade burguesa de punir a diversidade.

 Tudo é enquadrado por seus desenhos que são tão perfeitos para explicar, como um diário, sua rotina de processo de trabalho que está deixando uma forte lembrança para trás com a vontade de não esquecer. As peças autorais de Fernando Campana serão expostas em sua primeira exposição solo, intitulada como ‘Macacos & Robôs’, na Galeria Baró Jardins, entre os dias 14 de agosto a 10 de setembro de 2017.

 

Entrada livre/ franca

Abertura VIP e imprensa sexta dia 11. 08 das 15hs as 19hs

Abertura: sábado 12.08.2017 – das 15hs as 20hs

Exposição 12.08.2017 a 10.09.2017 – segunda, das 14h às 19h; de terça a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 11h às 19h.

Rua da Consolação, 3417 – Cerqueira César, São Paulo, SP

+55 (11) 3661 9770

ARTIST

OBRAS

Vista da Exposição “Macacos & Robôs” // Fernando Campana

Foto por Fernando Laszlo

da série Macacos 12

Grafite sobre papel // 43 x 38 x 5 cm // 2017

Foto por Fernando Laszlo

da série Macacos 2

Aquarela sobre papel // 70 x 63 x 7 cm // 2017

Foto por Fernando Laszlo

Vista da Exposição “Macacos & Robôs” // Fernando Campana

2017

Foto por Fernando Laszlo

da série Robôs 2

Grafite sobre papel, moldura de EVA // 41.5 x 30 x 4 cm // 2017

Foto por Fernando Laszlo

da série Robôs 5

Grafite sobre papel, moldura de EVA // 62 x 50 x 7 cm // 2017

Foto por Fernando Laszlo