Patrick Hamilton // Máxima tensão

26/03/11 a 23/04/11

A última produção do artista chileno Patrick Hamilton remete a uma constante na sua obra: a manipulação de objetos e imagens com alto simbolismo social, econômico e cultural.

Os facões e serrotes são ferramentas de trabalho de uma economia primária cuja imagem tem quase se tornado invisível no atual sistema produtivo. As grades, objeto de defesa e corte da arquitetura contemporânea, mostram outro interesse do artista, a violência implícita na atual divisão social imposta pelas desigualdades sociais.

O uso destes elementos nas instalações de Patrick procura a “liberação do objeto” e, ao mesmo tempo recoloca em destaque estes instrumentos que se tornaram quase invisíveis na paisagem cultural de hoje.

Em ocasião ao Bicentenário do Chile, Hamilton criou a série “Postales”. Os cartões funcionam como uma janela promocional turística, mas são versões idílicas, manipuladas e quase surrealistas de um mundo que na realidade não existe e que esconde conflitos sócias e territoriais. Com o recorte, perfuração e manipulação feitos pelo artista revela, desta maneira, a fragilidade dessa imagem e de suas representações.

Hamilton cria nestas situações de ‘cortes’ e ‘rupturas’ revelações de sistemas sociais e arquitetônicos contemporâneos com referencias à dês-construções e recriações de seu pensamento em constante diálogo com as obras do americano Gordon Matta Clark.

Patrick Hamilton (Lovaina, 1974) pertencente a última geração de artistas chilenos vinculado à arte neoconceitual. Graduado em pintura, sua produção se amplia a fotografia e instalações. Sua trajetória, desde a primeira mostra em 1996 até os últimos trabalhos, se caracteriza em termos formais e materiais,pelo uso do objeto como suporte de expressão, o espaço urbano como rede e a reflexão sobre a linguagem fotográfica.

Principais mostras: 2008, Patrick Hamilton, Museu de Arte Contemporanea, Fortaleza, Brasil; 2007, The Sanhattan Project, Galleria Prometeo, Milão, Itália; Patrick Hamilton, KBK Arte Contemporáneo, México DF, México; 2006, Objetos en Transito, Sala Gasco Arte Contemporáneo, Santiago, Chile;

Seleção de exposições coletivas: 2010, Proyecto Ideal, Museo de Arte Contemporáneo, Santiago, Chile; Arsenal, Baró galeria. 2009, I Trienal de Artes Visuales, Museo de Arte Contemporáneo (MAC), Santiago, Chile; A pari passo, Novalis Contemporary Art, Torino, Itália; The Man Who Fell to Earth, T Art Center, I Beijing 798 Biennale, China; X Bienal de la Habana, La Havana, Cuba; 2007, IV Bienal VentoSul, Memorial de Curitiba, Curitiba, Brasil; I Bienal del Fin del Mundo, Ushuaia, Argentina; Daniel López Show, Roebling Hall Gallery, Nova Iorque, EE.UU; 2005, From the other site/side, National Museum of Contemporary Art, Seul, Coréia; 2004, XXVI Bienal de Sao Paulo, São Paulo, Brasil; 2001 VII Bienal de Cuenca, Museo de Arte Moderno, Cuenca, Equador; 2000, L’ Art dans le monde, Les Musées de la Ville de Paris, Paris, França; 1999, II Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil.


 

OBRAS

Luchaco

madeira e corrente // dimensões variáveis // 2010

Interseção

Grade // dimensões variáveis // 2011

Paisajes Perforados

Cartões de Chile intervenidos // 10 x 15 cm // 2010

Composição com facões

metal e plástico // 350 cm de diâmetro // 2011

Serrote

Madeira e metal // 65 x 20 x 10 cm // 2010

Vista da exposição Máxima Tensão

Fotografia por Nathália Cruz

Vista da exposição Máxima Tensão

Fotografia por Nathália Cruz

Patrick Hamilton

Fotografia por Nathália Cruz

Patrick Hamilton

Fotografia por Nathália Cruz