Album: coletiva de fotografia contemporânea
Anna Malagrida / Camila Sposati / Claudia Jaguaribe / Claudio Edinger / Érica Bohm / Enrique Radigales / Eve Sussman & The Rufus Corporation / Flavia Junqueira / The Hilton Brothers / Joan Fontcuberta / Nazareno / Nicola Costantino / Ola Kolehmainen / Patrick Hamilton / Renata Padovan / Ricardo Alcaide / Taj Forer / Tom Lisboa / Túlio Pinto
1/10/11 a 5/11/11
Quando a fotografia surgiu como meio de captação imediata e reprodutível da realidade, o número de imagens dos lugares e paisagens selecionadas como “imperdíveis” se sucederam em um contínuo de álbums de viagens. Igualmente toda a burguesia retratada começou a organizar este material fotográfico em pequenos livros luxuoso; um catálogo familiar. Tanto estes, quanto os álbuns de viagens refletiam sobre uma realidade construída. As fotos dos principais monumentos do mundo eram uma selação para criar um gabinete de maravilhas que não refletiam a realidade completa. Assim como os retratos que se colocavam como cenários exóticos ao palacianos para outorgar charme a sua condição social. O engano da mecânica foi esquecido na procura de uma foto documental desenvolvida a partir do fotoperiodismo, durante as grandes guerras, nas imagens das áreas deprimidas e seus habitantes, para depois, assumida a fasidade da imagem e o papel seletivo do fotógrafo, dar categoria de arte a essa técnica; que iria além do mecanicismo.
Por isso, nessa coletiva buscamos oferecer uma visão desse manejo do subjetivo através da fotografia. Todos os artistas reunidos, cada um com sua sensibilidade, são criadores de cenários de uma forma mais ou menos sutil. A manipulação física ou psíquica, é fundamental na construção dessa subjetividade que põe a nossa frente um mundo inexistente como pretexto para discutir nosso mundo real e nosso papel frente a este. Esse é nosso álbum contemporâneo.
Seis das propostas brincam diretamente com a criação física de cenas, com atores, mascaras o fantasias que colocam o ponto de mira na ocultação do ego:, Eve Sussman & The Rufus Corporation recriam o mito do rapto das Sabinas em ambientes que ressaltam a condição da mulher como troféu; Nicola Costantino se retrata encenando grandes obras da história da arte, num autoanálises; Flávia Junqueira e Nazareno investigam a infância e sua memoria a traves dos brinquedos, destruídos o recuperados, reinventado o espaço da lembrança; a dupla The Hilton Brothers, que contrapõe as recriações dos retratos de Andy Warhol com floris de beleza espantosa, para nos falar do gênero e do mito; e Ricardo Alcaide, que num percurso pela cidade de São Paulo faz ao pedestres (“Transeuntes”) posar trás mascaras de bichos, detendo o tempo do transcurso diário e pondo de manifesto o niilismo da vida numa grande urbe.
O desenvolvimento tecnológico da mídia na era digital proporciona incontáveis recursos. Clauda Jaguaribe através do questionamento da convivência do homem na natureza, concretamente na assombrosa paisagem brasileira; Joan Fontcuberta com a representação de tópicos atuais como a pornografia constrói fisicamente, através das procuras na inernet, sua série Googlerama; ou a falsa ficção científica e paisagens veladas de Érica Bohm na qual a manipulação consegue transpor a temporalidade e são exemplos do uso do digital na invenção fotográfica.
Em outra linha de transofrmação, vários dos fotógrafos incidem directamente nos elementos urbanos como assunto para o planejamento de questões de nosso lugar na sociedade. As colagens que criticam o poder das grandes corporações de Patrick Hamiltom; a industrialização do entorno no trabalho de Enrique Radigales ao fazer cortes a laser nas folhas de plantas; as vitrines veladas de Anna Malagrida, onde se nega o olhar no espaço da exposição mercantile por excelência; as intervenções tridimensionais que redefinem as relações espaciais do Tulio Pinto; as fumaças que transtocam temporalmente e cromaticamente o interior de um prédio paulistano de Camila Sposati, introduzindo o estranhamento no entorno doméstico.
Finalmente, existe a capacidade de incidir nosso olhar através da selecção do detalhe para nos confrontar com a ideia geral. Assim acontece com a série de brinquedos antigos escolhidos em diferentes garimpos por Nazareno, na perda de sua escala frente ao real e de sua contemporaneidade frente ao passado e da relação deste com a assimilação da infância. Com uma concretização conceitual, as polaroids (in)visiveis de Tom Lisboa trabalham a imagem fotográfica como origem da obra levando ao processo final à palavra como construtora do imaginário coletivo criado pelo uso da própria fotografia. Através do uso do foco seletivo, cada uma das imagens de Claudio Edinger são uma experiência de edição em si mesmas, aportando com a técnica a criação psicológica do espaço. Renata Padovan leva a realidade fotografada quase à abstração em um mapeamento dos territorios no qual aprofunda a relação homem natureza. Ola Kolhnmainem trabalha a composição de suas fotos minimalistas desde a plasmação do fragmento arquitetônico lhe outorgando individualidade com relação a sua origem e ao tempo em que foi tomada. Por último Taj Forer constrói estórias etnográficas através do acúmulo de fragmentos contrapostos no qual o objeto se torna símbolo.
série Gorlovka #1
Ampliação fotográfica
2011
130x176cm (maior) 130x130cm (menor)
série Ele ainda não está aqui #5
Ampliação fotográfica
2011
150x120 cm
Claudia Jaguaribe
Série Rio de Janeiro, 2010
Impressão digital em metacrilato
186 x 116 cm
Claudia Jaguaribe
Série Rio de Janeiro, 2010
impressão fotográfica em metacrilato
186 x 116 cm
Tom Lisboa
da série Polaroids (in)visiveis, 2011
Fotografia sobre metacrilato
20x17cm
Tom Lisboa
da série Polaroids (in)visiveis, 2011
Fotografia sobre metacrilato
20x17cm
Tom Lisboa
da série Polaroids (in)visiveis, 2011
Fotografia sobre metacrilato
20x17cm
Tom Lisboa
da série Polaroids (in)visiveis, 2011
Fotografia sobre metacrilato
20x17cm
Tom Lisboa
da série Polaroids (in)visiveis, 2011
Fotografia sobre metacrilato
20x17cm
Tom Lisboa
da série Polaroids (in)visiveis, 2011
Fotografia sobre metacrilato
91x75cm
Tom Lisboa
da série Polaroids (in)visiveis, 2011
Fotografia sobre metacrilato
91x75cm
Eve Sussman & The Rufus Corporation
Extended Family, 2006
C-print
100x130 cm
Eve Sussman & The Rufus Corporation
The living Room, 2006
C-print
100x130 cm
Renata Padovan
Birds, 2008-2011
impressão em metacrilato
63 x 103 cm
Patrick Hamilton
Da série Proyecto de arquitecturas revestidas para la ciudad de Santiago: edificio 12, 2007
colagem, fotografia p/b e papel contact
158 x 108 cm
Ola Kolehmainen
Mirrors and Windows (Burgundy, Violet, Red), 2006
C-print
180x235 cm
Taj Forer
Sem título #65, 2010
C-print
25,5x25,5 cm
Taj Forer
Sem título #72/73, 2010
C-print
51x25,5cm
Taj Forer
Sem título #54/55, 2010
C-print
51x25,5cm
Anna Malagrida
Da série Escaparates: Rue Bleue, 2008
Digital Giclé Print
145x186cm
Érica Bohm
Da série Galáctica (Chapter IV - NASA - Apollo Control Mission II), 2009/2010
Fotografia digital, cópia Lambda em papel metálico montado em pléxiglás
25 x 32 cm
Érica Bohm
Da série Galáctica (Chapter IV - NASA - Modulo I), 2009/2010
Fotografia digital, cópia Lambda em papel metálico montado em pléxiglás
45 x 60 cm
Joan Fontcuberta
Googlegrama 38 : El origen del mundo, 2007
Tiragem cromogénico sobre alumínio
183x229 cm
Túlio Pinto
sem título, 2011
Fotografia
108 x 77 cm
Nicola Constantino
Nicola no espelho, segundo Vermeer, 2010
Injekt print
195x138cm
Enrique Radigales
Folha, 2009
Fotografia
87x120cm
Camila Sposati
Violeta Barra Funda I, 2011
fotografia sobre papel algodão
120x80 cm
Camila Sposati
Violeta Barra Funda II, 2011
fotografia sobre papel algodão
80x120cm
Claudio Edinger
Série Amazônia, 2010
Fotografia
120x150cm (cada)
The Hilton Brothers
Da série Hippofolium, 2005
C-print em papel algodão
152x117cm
Nazareno
Da serie Eu me lembro, 2011
Fotografia e objeto
33 x 42 (fotografia)
Nazareno
Da serie Eu me lembro, 2011
Fotografia e objeto
33x41 cm (fotografia)


































