Darío Escobar // Obras Recentes
28/01/12 a 03/03/12

A Baró Galeria apresenta uma seleção das últimas obras do artista Darío Escobar. O artista que estará pela primeira vez no Brasil é um dos nomes imprescindíveis da arte jovem latino americana, tendo sido já selecionado pela Bienal de Veneza em 2009.

A obra que Darío Escobar desenvolve desde o ano 2000 é uma retórica clara e imediata que fala do encontro entre o local e o global, entre passado e presente na sociedade pós-colonial com uma linguagem irônica e sedutora. Através da re-contextualização de objetos industriais o artista propõe novos símbolos das formas de comportamentos atuais: “Procuro derrotar as estruturas ao converter essas mercadorias em reflexões sobre a arte, o que permite entre outras coisas fazer coincidir numa mesma quadra o popular e o erudito, numa extrema popularidade”. A história indígena da área asteca, o barroco herdado da Europa dos séculos XVI, XVII e XVIII confrontados com a imagem comercial massiva, com problemas de fluxo de capitais e matérias primas ou os requerimentos de sucesso, nossos dias são temas recorrentes nas sua produção. Exemplo dessas preocupações é a obra “Quetzalcoatl” 2004, presente na mostra em versão menor da exposta em Veneza, onde pneus de bicicleta (meio de transporte mais popular na Guatemala) são pendurados formando uma grande cobra com o nome da divindade asteca simbolizada por esse animal. A borracha com que foram feitas provém da Guatemala mas foram produzidas em Taiwan. Nela se une a jovem cultura latino-americana em constante reinvenção questionando a ideia de progresso e a modernidade.

Escobar recoloca e redefine o espaço com tacos de beisebol, sinuca, patinetes, bolas de futebol, baldes de plástico, ou compassos de madeira que perdem sua utilidade para nos mostrar esse olhar irônico. Em todos eles a linha se articula como definidora essencial da obra se apropriando do espaço tridimensional e marcando o vazío em uma mistura entre o geométrico e o orgânico. Igual ao que acontece nos seus desenhos feitos com graxa de carro que estouram os limites ou as colagens compostas com envelopes envelhecidos; neles o tempo modifica a cor e forma presentes no papel.

As obras em suas composições e intenções estabelecem um diálogo com as grandes figuras da arte contemporânea: as instalações cinéticas do venezuelano Jesus Soto, os Metaesquemas do Hélio Oiticica, ou a interação tridimensional da Lygia Clark, homenageada expressamente na peça “Bicho” 2011, construída a partir de um patinete articulado e dobrado.

Darío Escobar (Cidade de Guatemala) leva sua linguagem ao território das justaposições: entre o local e o internacional; entre a tradição artística monumental e ícone do consumo massivo, a perversão e ternura, o desejo e aparência. As polaridades se articulam com sutil sentido do humor em peças e instalações resolvidas com objetos cotidianos, onde uma leve alteração leva a uma nova ordem, não só visual e também conceitual. Tem exposto nas bienais de Veneza e Havana 2009, e na coletiva “Proyecto Ideal” no CCSP no 2010, além de mostras em Nova Iorque, Los Angeles, Paris, Zurich, México DF, Santiago do Chile, etc. Suas obras estão presentes nas coleções do Museum of Contemporary Art (MoCA), Los Angeles, La Colección JUMEX, Mexico D.F.,Colección DAROS-Latinamerica, Zurique, Nasher Museum of Art at Duke University, EE.UU e no Blanton Museum of Art, Austin.

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Vista da exposição “Obras Recentes”- Dario Escobar

Círculo sobre círculo

Ferro galvanizado e plástico

2011

650 (diâmetro) x 10 cm

Dibujo silencioso No.21

Colagem

2010

80 x 120 cm

Dibujo silencioso No.20

Colagem

2010

80 x 120 cm

Dibujo silencioso No.19

Colagem

2010

80 x 120 cm

Dibujo silencioso No.18

Colagem

2010

80 x 120 cm

Dibujo silencioso No.17

Colagem

2010

80 x 120 cm

Dibujo silencioso No.16

Colagem

2010

80 x 120 cm

Serpiente Negra II

Borracha vulcanizada, aço e bronze

2005

240 x 170 x 260 cm

Sin título (Bicho)

Madeira, aço e uretano

2011

medidas variables

Sin título (Bicho)

Madeira, aço e uretano

2011

medidas variables

Sin titulo

Látex, linhas e couro

2011

18 cm

Broken circle VIII

Plástico e aço

2011

110 x 103 x 1,3 cm

Broken circle IV

Plástico e aço

2011

100 x 100 x 1,3 cm

Construcción de líneas

Madeira e aço

2006 – 2007

500 cm

Turbulence III

Madeira e pintura de poliuretano

2008

84 x 220 x 6,5 cm

Línea Interrumpida

Madeira, pintura e aço

2011

85 cm

Juego a 13 manos

Madeira, aço e bronze

2011

240 x 200 x 160 cm

Bicho Raro No.1

Aço e uretano

2011

19 x 24 x 35 cm

Quetzalcoatl

Borracha vulcanizada

2004

700 x 500 x 250 cm