“p i n c i l a d a”: coletiva de pintura contemporanea
André Andrade / Bruno Baptistelli / Daniel Lannes / Eduardo Srur / Fabio Baroli / Fabiano Gonper / Felipe Barbosa / Jorge Menna Barreto / José Spaniol / Luciano Deszo / Luiz Martins / Marcone Moreira / Paulo Whitaker
10/11/11 a 20/12/11
Com o intuito de mapear novas propostas da produção artística nacional a Baró galeria vêm realizando uma série de mostras coletivas afim de documentar e difundir novos fazeres artísticos dos dias de hoje.
Sequencialmente as mostras “Arsenal”, “20 poucos anos” e “Álbum: coletiva de fotografia contemporânea” a galeria apresenta: “Pincilada: coletiva de pintura contemporanea”.
Desta vez o foco não esta somente atrelado a técnica pictórica proposta pelo título como também a uma análise das diferentes buscas temáticas e conceituais presentes nas pinturas deste grupo de artistas.
O artista Jorge Menna Barreto foi convidado a intervir na mostra propondo o título e também exibindo seu mais recente trabalho composto por um jogo de palavras que estará em exibição em um tapete de capacho ao centro da mostra.
“gosto da ideia de pensar uma obra enquanto uma cilada, ou uma emboscada, que exige um desvelar. na origem da palavra cilada, há cellare, que significa ocultar. as boas obras têm um veneno, guardam um perigo. à espreita, esperam para picar ou morder. inverte-se aqui a ideia da pintura como revelação, para pensá-la enquanto velamento. com a pincelada, opera-se então um ocultamento sob camadas, muito distante da pintura histórica ou documental. a prática é repensada no mundo atual da hipertransparência e da tirania da visibilidade. vale pelo que vela, pelo que não diz, pelo que esconde sob a pincilada”. JMB
A partir deste pensamento foram selecionados os artistas, alguns com uma trajetória mais consolidada como a do pintor Paulo Whitaker e de Eduardo Srur; o ultimo que transborda a tela para as intervenções na cidade.
Outros que questionam o próprio ato de pintar como Felipe Barbosa, José Spaniol e Marcone Moreira; na produção de peças que estão despretensiosamente calculadas.
A nova produção esta a cargo dos jovens talentos Fábio Baroli e Daniel Lannes, que com uma visão mais literal do dia-a-dia apontam em seus trabalhos novas formas figurativas e temáticas que saltam ao olhar antes mesmo da primeira pincelada.
Já André Andrade e Luciano Deszo se apropriam da fotografia para retratar angulos incomuns da representação da paisagem; como num loop de uma montanha-russa ou um reflexo de um corpo em uma água parada.
Luiz Martins vai além da ‘tinta sobre tela’ inserindo espacialidade em suas construções pictoricas.
E por fim, Bruno Baptistelli que vai além da canvas apresentando um site-specific no espaço da galeria que dialoga diretamente com o processo de construção de suas pinturas de paisagens geométricas, criando uma linha ‘invisivel’ que distancia o publico das peças exibidas.
Esta seleção de obras aborda diferentes contextos para uma visão singular da pintura no século XXI. Uma ‘pintura reencarnada’ proposto pela curadora Angélica de Moraes em sua mostra curada no Paço das Artes em 2004; ou uma ‘pintura expandida’, presente na junção da técnica com outras mídias que refletem diretamente na proposta da mostra: não ver somente obras mas também apostas de uma geração de artistas pintores
pincilada
borracha vulcanizada
2011
200x300 cm
Vista geral da exposição
Celestial #12
óleo sobre tela
2003
170x280 cm
Chapa Quente 2
Guache e óleo sobre tela
2011
230x300 cm
José Spaniol
Lousas, 2011
Mármore e óleo
183 x 142 cm
José Spaniol
Lousas, 2011
Mármore e óleo
183 x 142 cm
José Spaniol
Lousas, 2011
Mármore e óleo
183 x 142 cm
José Spaniol
Lousas, 2011
Mármore e óleo
183 x 142 cm
José Spaniol
Lousas, 2011
Mármore e óleo
183 x 142 cm
Luiz Martins
da série Göttlich: Sem Título, 2011
Chapa de aço sobre madeira, tinta esmalte e lápis gorduroso sobre madeira -180x214x83 cm
Cortesia: Galeria Studio Buck
Fabio Baroli
Lar doce lar, 2011
Óleo e carvão sobre tela (tríptico) - 180x300cm
Cortesia: Galeria Laura Marsiaj
Daniel Lannes
Chapa Quente 2, 2011
Guache e óleo sobre tela - 230x300 cm
Cortesia: Luciana Caravello Arte Contemporânea
Eduardo Srur
da série Celestial, 2003
Óleo sobre tela
170x280cm
Paulo Whitaker
Sem Título, 2006
Óleo sobre tela
195x330cm
Luciano Deszo
Sheikra, 2010
Acrílica sobre tela
180 x 250cm
Bruno Baptistelli
Sem Título, 2010
Acrílica e látex sobre tela
80x180cm
Marcone Moreira
Da série acúmulos: Sem título, 2011
Acrílica sobre tela
200x140cm
André Andrade
Núbia, 2011
Acrílica sobre tela
298 x 150 cm
Felipe Barbosa
5 Pavimentos, 2009
Acrílica sobre tela
200x100 cm





















