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October 2019

October, 24

Elena Damiani inaugura As the dust unsettles, na Revolver (Buenos Aires – AR) 

Elena Damiani inaugura As the dust unsettles, na Revolver (Buenos Aires – AR)

Elena Damiani opens  As the dust unsettles at Revolver (Buenos Aires – AR)

October, 15

No Martins é o ganhador do Prêmio SESC de Arte Contemporânea

 

 

Neste sábado, o artista No Martins foi contemplado com o Prêmio SESC de Arte Contemporânea! Uma obra do artista também passará a integrar o Acervo SESC de Arte Brasileira. Parabéns!

October, 08

Diáspora, exposição do artista Josafá Neves terá itinerância na Caixa Cultural RJ

A partir do dia 22 de outubro, a exposição Diáspora, do artista brasiliense Josafá Neves itinera para a Caixa Cultural do Rio de Janeiro. A exposição tem curadoria de Bené Fonteles e fica em cartaz ate o dia 22 de dezembro! Não perca.

Confira o texto do curador:

Além da luz e da sombra

Depois de cinco séculos da Diáspora Negra, um artista negro, ao contrário da dispersão, reúne numa mostra contundente e forte, retratos da redenção de um povo que, junto com os povos indígenas, mais do que cara, deu coração e identidade à nação brasileira: deu-nos alma com arte poética!
Somos recebidos na mostra por um Oxóssi, o orixá senhor das florestas, todo encarnado em madeira de raízes de árvores. A deidade montada sobre estranho bicho incrustado de chifres de boi, é vinda do mundo dos invisíveis. O orixá tem a mão forjada em bronze e como matriz modelar a mão do próprio artista que segura arco e flecha de Oxóssi, seu símbolo e ferramenta que lhe ancora no terreiro e nas oferendas.
Frente a Oxóssi está a grande tela em que Oxalá é reverenciado e amado por seus filhos como a luz solar e a consciência divina firmada no humano. No meio da densidade de cores escuras, Oxalá ilumina e evoca a sabedoria de sua condição anciã de sábio da tribo e no reino dos orixás, o qual pertence ao panteão maior.
A série “navios negreiros” nos toca pela denúncia da condição miserável em que os escravos vindos d’outro lado do Atlântico eram transportados nas galés – quase um milhão, diz-se, morreram na dura travessia – e que se transformam nas pinturas em revoltados, feras, ratos disputando restos, no rastro do esquecer origens que tiveram que fazer ainda em África, contornando as “árvores do esquecimento”, num ritual cruel contra a memória afetiva e ancestral.
A série de retratos, quase anti-retratos, desfilam personagens fundamentais à cultura do Brasil, como Pixinguinha, Milton Santos, Clementina de Jesus, Mãe Stela de Oxóssi, Cartola, Elza Soares, Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Nelson Sargento, Itamar Assunção e outros. Quase todos pintados em gestuais de desconstrução, não só do imagético, mas de suas próprias personalidades públicas fixadas pela mitologia das linguagens das mídias.
Os “retratados” são mais do que são. Aparecem também seus lados sombrios em meio ao denso pretume que predomina para realçar o essencial das cores. Suas almas parecem guardar desvelados sofrimentos e mistérios evocados da escravidão até cá.
Josafá mostra mais que o reinado das aparências. Quer mais do que parecenças dos seus personagens vindas da admiração e respeito que sente pelas suas atitudes cidadãs e artísticas. Recria mais que retrata ao tirá-los do mundo das sombras, fazendo saber que eles também têm seus lados sombrios.
Sim, o ser sombrio, o sofrido, o interno, ganha dimensão quase onírica, mítica. Sabe-se que o milagre da redenção negra foi tirar do sofrer cotidiano tanta refinada arte, e em tantosgeniais sambas, uma triste alegria que faz nossos intérpretes do verdadeiro Brasil cantarem sorrindo o que às vezes tem o dom de trágico.
Vejam a poesia e a interpretação sentida, perfeita e precisa de suas composições, como o fazem os mestres Cartola, Nelson Cavaquinho e Lupicínio Rodrigues. Suas canções, que nenhum outro intérprete poderia cantar com a mesma propriedade, altivez e sabedoria de suas experiências existenciais. Pois exala verdade e integridade de suas sabedorias e dissabores amorosos que invadiram nosso imaginário para sempre e nos fizeram leais ao que somos e transcendemos.
O extraordinário autorretrato de Josafá transcende, entre o negro e o magenta, com espertas sutilezas cromáticas como a que está em várias outras telas. A obra muda de cor e forma ao descolamento de nossos corpos e incidências de luz, como acontece em outras pinturas – como a de Elza Soares, “carnegra”, que ganha força lúdica no desvelar e velar-se intensamente.
É esta “carnegra” que habita muitas das pinturas, figura e fundo, que se fundem com sabedoria na fartura pictórica, serve de moldura para seres que estão além de si mesmos num mundo mito-poético como a morada dos seus ancestrais africanos. Seres que nunca deixam de ter pertencimento a suas raízes, reconheçam-nas profundas ou não. Não importa de que geração ou mestiçagem em séculos: todos são africanos.
Estas raízes míticas, ancestrais gravitam– no meio da mostra –em torno de um Xangô esculpido em madeira. Uma pilha de energia das pedras e montanhas a qual o orixá personifica. Ele segura seus dois machados duais da justiça e do equilíbrio e vibra sua presença real no sentido também de força e majestade. Muitos destes retratados vieram de casas e estirpes reais de além-mar, para sofrerem a humilhação das perdas. Sabe-se que a escravidão existia entre as cortes africanas e muitos escravos foram vendidos por senhores e reis aos traficantes, e eles mesmos os eram. Também reis e rainhas chegaram aqui escravizados e grandes mães de santo da Bahia eram de linhagem real como Mãe Senhora. Basta ver o porte de nobreza de Mãe Stela de Oxóssi na pintura do artista.
Com todo o lado injusto, aqui do lado aborígene do Atlântico Sul, também foi plantada uma nova civilização que ainda nasce a cada dia imatura e sofrida. Nela ainda habita uma sociedade segregadora e desumana, que da senzala à favela, ainda teima em não subscrever e praticar os ideais abolicionistas.
A “Diáspora” pintada por Josafá Neves nos dá um soco na cara e na alma, e mais do que nos acusar, ela nos instiga, provoca para uma consciência além da negritude, que felizmente nos tinge do melhor do sangue de nossos corpos mestiços e nos faz além de plurais, originais e singulares aos olhos do mundo.
Sua arte nos ilumina como faz Oxalá, que é pai de todos, de brancos, índios, negros, caboclos e reina com compaixão sobre os que podem transmutar o sofrimento em alegria criativa, em uma arte transcendente que vá além da dó e da dor.

Bené Fonteles | Curador, Brasília, 2016

October, 05

No Martins integra a 21° Bienal VIDEOBRASIL do SESC

O Artista No Martins  integra a 21° Bienal VIDEOBRASIL do SESC.

A Bienal de Arte Contemporânea Sesc-Videobrasil abre a 21ª edição na próxima quarta-feira (9) no Sesc 24 de Maio, no centro paulistano. São 60 trabalhos de 55 artistas de 28 países. Neste ano, a mostra tem como tema “Comunidades Imaginadas”, mesmo título do livro do historiador Benedict Anderson sobre nacionalismo.

A ideia é pensar sobre organizações comunitárias para além dos Estados, como grupos tradicionais, refugiados e possibilidades utópicas. “Responde o desejo de tomar o pulso da produção artístico de comunidades sem Estado, como as comunidades indígenas, imigrantes, religiosas. Todo tipo de comunidade que não se conforma em ou não é representada por um Estado nacional”, explica um dos curadores, Gabriel Bogossian.

 

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