December, 18

Fernando Renes

Covarrubias, Burgos, 1970.

Sua carreira tem inicio nos anos 90, onde trabalha principalmente com desenho e animação. Em 2014, muda-se para Espanha após 17 anos de vivência em Nova York e Roma, então começa a trabalhar com cerâmica, dando uma proporção tridimensional e vernacular a suas peças.
Entre suas principais exposições estão Casa Encendida (Madri), DA2 (Salamanca), CAM Raleigh (Carolina do Norte), Mucsarnok Kunsthalle (Budapeste), Instituto Cultural Cabañas (Guadalajara, México), Centro de Arte Caja de Burgos CAB (Burgos), Fundación Banco Santander (Boadilla del Monte, Madri), área de TRANS (Nova York), Fundação BilbaoArte Fundazioa (Bilbao) e MAC Genalguacil (Málaga), entre outros.
Integra as coleções da Fundação Botín (Santander), Museu de Arte Contemporânea MUSAC de Castela e Leão (Leão), Centro de Arte La Panera (Lérida), Fundação Federico García Lorca (Granada) ou Queens Museum of Art (Nova Iorque). Também aparece em publicações como 100 artistas em espanhol (EXIT, 2008), o Vitamin D, New Perspectives in Drawing (Phaidon, 2005).

Covarrubias, Burgos, 1970

Su práctica comenzó en los 90, con el dibujo y la animación como medios principales. Cuando en 2014 regresa a España, después de 17 años viviendo en Nueva York y Roma, comenzó a trabajar la cerámica, dando un soporte tridimensional y vernacular a sus piezas.  Ha expuesto en La Casa Encendida (Madrid), DA2 (Salamanca), CAM Raleigh (Carolina del Norte), Mucsarnok Kunsthalle (Budapest), Instituto Cultural Cabañas (Guadalajara, México), Centro de arte Caja de Burgos CAB (Burgos), Fundación Banco Santander (Boadilla del Monte, Madrid), TRANS›area (Nueva York), Fundación BilbaoArte Fundazioa (Bilbao) y MAC Genalguacil (Málaga), entre otros.
Su trabajo forma parte de las colecciones de la Fundación Botín (Santander), MUSAC Museo de arte contemporáneo de Castilla y León (León), Centre d´art La Panera (Lleida), Fundación Federico García Lorca (Granada) o Queens Museum of Art (Nueva York). También aparece en publicaciones como 100 artistas españoles (EXIT, 2008), o Vitamin D, New Perspectives in Drawing (Phaidon, 2005).

Covarrubias, Burgos, 1970
His practice commenced in the 90’s, with his contribution and animation as the main means. When in 2014 he returned to Spain after 17 years living in New York and Rome, started working on ceramics, giving a three-dimensional and vernacular support to his piezas.
There is an exhibition at Casa Encendida (Madrid), DA2 (Salamanca), CAM Raleigh (Carolina del Norte), Mucsarnok Kunsthalle (Budapest), Cabañas Cultural Institute (Guadalajara, Mexico), Caja de Burgos Art Center CAB (Burgos), Fundación Santander Bank (Boadilla del Monte, Madrid), TRANS ›area (New York), Fundación BilbaoArte Fundazioa (Bilbao) and MAC Genalguacil (Málaga), among others.
His work forms part of the collections of the Botín Foundation (Santander), MUSAC Museum of Contemporary Art of Castile and Leon (León), Center d´art La Panera (Lleida), Federico García. Lorca Foundation (Granada) or the Queens Museum of Art (New York). Also appears in publications like 100 Spanish artists (EXIT, 2008), the Vitamin D, New Perspectives in Drawing (Phaidon, 2005).

 

 

June, 15

Josafá Neves

Nasceu em Brasília, 1971. Vive e trabalha em Brasília – DF.

Provavelmente, nenhum artista no Brasil expressou, por meio da pintura, a afirmação do negro e da sua existência mais verdadeira. Sentida na carne e na alma, Josafá Neves aborda a temática da cultura afro-brasileira por meio de uma interpretação astuciosa e genuína, transformando-a numa permanente e inquietante realidade.

A prática da pintura para o artista é de um valor incontestável e efetivo. A sua cor preta atinge as mais íntimas emoções dos expectadores em seus 20 anos de dedicação integral ao ofício das artes. Em Josafá, a atividade artística é motivada pelo exercício habitual da pintura no seu sentido inédito. É no real do trabalho rotineiro, na sua sempre presença em frente às telas, que o artista projeta a sua leitura concreta, sagaz e intransigente da existência.

A sólida pintura retratística de Josafá Neves nesta mostra decompõe o seu próprio sistema de pintar ao embarcar numa multiplicidade de direções. A verossimilhança própria do gênero “retrato” tem seu contorno retirado de imagens mestras das personalidades retratadas, mas são, também, registros da memória do artista em sua relação singular com cada personagem da diáspora. Com cores vibrantes e traços incomparáveis, desenvolvidos ao longo da sua aprendizagem autodidata, o artista expõe um olhar plástico das suas observações apropriadas, inclusive, no instante em que pinta.

A capacidade de Josafá de buscar o mais profundo dos sentimentos daqueles que apreciam a sua obra faz com que percorra inúmeras técnicas em sua prática artística. Assim, nesta amostra, há duas gravuras em ponta seca que simbolizam figuras históricas da diáspora, quais sejam: Grande Otelo e Luiz Gama, que foram obsessivamente fabricadas na mais íntima sensibilidade, misturadas com a energia desassossegada do artista.

A força da pintura do artista, nesta amostra, contínua em dois painéis que exprimem o patrimônio imaterial da cultura negra no Brasil. A obra “Capoeira” traz esta expressão cultural que foi desenvolvida a partir da chegada dos bantos no impiedoso contexto da escravidão. Neste trabalho, o artista profere uma dignidade determinada da capoeira ao conglomerar golpes e movimentos complexos, característicos dessa arte marcial, numa pintura ferina, certeira e cheia de encantamentos. A pintura “Terreiro de Candomblé”, uma releitura da tela “Festa do pilão de Oxalá” do artista Carybé, manifesta o complexo e múltiplo ritual de um culto afro-brasileiro numa amálgama de imagens vigorosas e vívidas.Esta empreitada do artista Josafá Neves é poesia, é política, é arte brasileira autêntica. Poesia que “voa fora da asa”, como diz Manoel de Barros. Josafá Neves sempre voou fora das asas, em sua solidão aprendiz, vem construindo uma arte indômita, sincera e decidida. É política porque é liberdade, pluralidade, diferença e igualdade. É uma arte com expressão imensa de uma subjetividade criada na labuta diária de um brasileiro afrodescendente.

Lêda Gonçalves de Freitas (adaptado).

Born in Brasilia, 1971. Live and works in Brasilia – DF.

Probably no artist in Brazil has expressed through painting the affirmation of the black and his truest existence. Sensed on the flesh and the soul Josafá Neves approaches the theme of Afro-Brazilian culture through a cunning and genuine interpretation, transforming it into a permanent and disturbing reality. The practice of painting for the artist is of undeniable and effective value. Its black color reaches the most intimate emotions of the spectators in their 20 years of full dedication to the craft of the arts. In Josafá, artistic activity is motivated by the habitual exercise of painting in its unprecedented sense. It is in the real of routine work, in his constant presence in front of the canvases, that the artist projects his concrete, shrewd and uncompromising reading of existence.

The solid portrayal of Josafá Neves in this show decomposes his own painting system when embarking on a multiplicity of directions. The verisimilitude proper of the genre “portrait” has its outline taken from master images of the portrayed personalities, but they are also records of the artist’s memory in its unique relation with each character of the diaspora. With vibrant colors and unparalleled traits, developed throughout his self-taught learning, the artist exposes a plastic look of his appropriate observations, including the instant he paints.

The ability of Jehoshaphat to seek the deepest feelings of those who appreciate his work makes him go through many techniques in his artistic practice. Thus, in this sample, there are two dry-point engravings that symbolize historical figures of the diaspora, namely: Grande Otelo and Luiz Gama, who were obsessively fabricated in the most intimate sensibility, mixed with the restless energy of the artist.

The strength of the artist’s painting, in this sample, continues in two panels that express the intangible heritage of black culture in Brazil. The work “Capoeira” brings this cultural expression that was developed from the arrival of the Bantu in the merciless context of slavery. In this work, the artist expresses a determined dignity of capoeira by conglomerating complex strokes and movements, characteristic of this martial art, in a feral painting, accurate and full of enchantments. The painting “Terreiro de Candomblé”, a re-reading of Carybé’s “Festa do Pão de Oxalá” canvas, manifests the complex and multiple ritual of an Afro-Brazilian cult in an amalgam of vigorous and vivid images.This work of artist Josafá Neves is poetry, it’s politics, it’s authentic Brazilian art. Poetry that “flies off the wing”, as Manoel de Barros says. Jehoshaphat Neves always flew out of the wings, in his apprentice solitude, has been building an indomitable, sincere and determined art. It is politics because it is freedom, plurality, difference and equality. It is an art with immense expression of a subjectivity created in the daily toil of an Afrodescendant Brazilian.

Lêda Gonçalves de Freitas (adapted).

June, 06

Sidival Fila

 Sidival Fila was born in Brazil, State of Paranà, in 1962. Live and works in Rome, at the Convent of the Franciscan friars of San Bonaventura al Palatino.

A constant feature in the aesthetical path of Sidival Fila, an artist and member of the Franciscan Order of Friars Minor, is his research for contact with matter. This includes humble material, discarded objects, all the way to free and introflexed fabrics. His works of art aim at giving a voice back to these materials, as he attempts to tell their story and enable the perception of their vibrations. Sidival Fila as an adolescent he began to be deeply interested in plastic arts, particularly painting. He loves Medieval, Renaissance and Baroque, but feels most attracted by modem artistic movements from Impressionism to Cubism. After a few years, and after various work experiences he decided to give way to his vocation to religious life, and thus abandoned his worldly projects and entered the Order of the Friars Minor of San Francis of Assisi.

In 2006 he organized his first personal exhibition at the Convent of St. Bonaventure in Frascati. He was invited in 2010 to exhibit at “Trasparenze: l’Arte per le Energie Rinnovabili”, a collective exhibition held at the MACRO Museum in Testaccio in Rome ; in 2011 “The Splendour of Truth and the Beauty of Love – Artists for Benedict XVI on the 60th anniversary of his Ordination”. In 2012 the Gallery Ulisse dedicated and exhibition “Dittico sull’Orlo dell’lnfinito” to Agostino Bonalumi and Sidival Fila. Sidival also exhibited in the solo show “Le pieghe della luce” at the ex GIL Palace in Rome. In 2014 he participated in the project “Atelier d’Artista” at the Galleria Nazionale d’Arte Moderna e Contemporanea, in Rome. It’s of 2015 the “TrasFormAzione” exhibition (together with Yves Klein and Tito) at Bilotti Museum and in 2016, he exhibited at the Embassy of Brazil in Italy, at Palazzo Pamphilj in Piazza Navona. In 2016, there is the exhibition “DRÔLES DE TRAMES!”, at Le Fresnoy – Studio des Arts Contemporains – in Lille, France, where its works are called to dialogue with important artists such as Thomas Bayrle, Blanca Casas Brullet, Dan Flavin, Sheila Hicks, Ryoichi Kurokawa, Sol LeWitt, Jean- Michel Meurice, François Morellet, François Rouan and Pablo Valbuena. In May 2017, one of his project won the selection organized by Sankt Peter Kunst-Station in Cologne (Germany), where, in the spring of the same year, Fila proposed a site specific installation that invests the entire architectural structure. In December 2017 RI-NASCITA, realized in collaboration with Fondaco Italia in the Arches of the Papal Palace of Rieti. In the same month of Dicember 2017 he inaugurated the first solo exhibition in France at Jérme Poggi Art Gallery in Paris and at Parisian church of Saint Eustache. On 2018 has been performed an at Palazzo delle Scintille, in Milan, for the presentation of the Moncler collection by Pierpaolo Piccioli, Valentino’s creative director, within the Moncler Genius Collection Fall 2018-2019 project. On February 2018 Sidival Fila has been the protagonist of a prestigious exhibition at San Fedele Gallery in Milan, dialoguing with main masters of Italian art such as Lucio Fontana and Jannis Kounellis. In

May 2018, Silvana Editoriale published the official monographic text by Elisa Coletta and from September to November numerous site-specific works were exhibited at the Palazzo Ducale in Sassuolo, part of the National Museum “ Gallerie Estensi”, in a solo exhibition entitled “Sidival Fila: Prospettive Relative”. Also in 2018, the works of Sidival Fila were exhibited in some of the most important international fairs, in the cities of Madrid, Bogotà, Mexico City and New York. Currently, Sidival Fila is present at the Venice Biennale 2019 with the polyptich “Golgotha”, a site-specific installation inside the Venice Pavilion, at Giardini della Biennale.

February, 28

Sebastián Gordín

Nasceu, vive e trabalha em Buenos Aires – Argentina, 1969.

Em 1983, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes Manuel Belgrano. Esse ano foi o último da ditadura civil-militar e o início da primavera chamado Alfonsín. Uma época de grande efervescência sócio-cultural, depois de muito sofrer o horror da ditadura. A cena cultural subterrânea de Buenos Aires experimentou um grande crescimento. Como muitos jovens de sua geração, Gordin criou, junto a um grupo de amigos da escola, uma fanzine de quadrinhos chamada “Salchichón Primavera”. A revista começou a transitar em clubes e centros culturais de Buenos Aires como em Cemento, Parakultural e etc. São nesses lugares que uma parte do grupo começa a mostrar produções gráficas, que se assemelham mais pintura dos anos 90 do que com os quadrinhos.

Naqueles anos, uma nova unidade da Universidade de Buenos Aires, o Centro Cultural Ricardo Rojas foi criado e, em 1989 foi nomeado curador da galeria o Jorge Gumier Maier Rojas. É neste lugar que Gordin faz sua primeira exposição individual de pinturas. As exposições realizadas neste espaço – dele e de outros artistas – reconfigurou o mapa artístico de Buenos Aires nos anos 90. Artistas conhecidos, como Pablo Suarez e Roberto Jacoby expuseram no Rojas e são considerados pioneiros de uma nova estética que possuem  propostas relativas às dos anos 60. Jacoby começa uma etapa de criação colaborativa de uma série de desenhos animados, um dos quais será publicado na revista Fierro.

Em 1992, por idéia de Jacoby, Gordin realizou uma exposição – desempenho na Rua Flórida, às portas do Instituto de Cooperação Latino-Americano (ICI) – instituição que logo se tornou aliada para legitimar galeria Rojas. Com uma lâmpada na testa, o artista abordou o público pela rua por uma visita guiada de uma exposição de miniatura “grandes instalações” concebido dentro de um modelo da própria ICI.

A qualidade  de suas instalações, e é um processo que continua continuo em seus trabalhos mais recentes, suas representações sofisticadas de galerias e museus imaginários, como o Museu Biblioteca Manuscrito Vampiro, zumbi ou o Museu de Arte que fez parte da mostra retrospectiva que o Museu Buenos Aires de Arte moderna em 2014.

Obteve o Prêmio Braque entre outros, o subsídio para a criação artística da Fundação Nacional para a Fundação Artes e Antorchas eo prêmio Arteba Petrobras. Ele foi selecionado para as residências de artistas Monflanquin (1995), Frac des Pays de la Loire (2002) e Ateliers d’Artistes de Marseille (2001). Suas obras estão em coleções públicas e privadas, tais como: Museo Nacional de Bellas Artes na Argentina, Buenos Aires Museu de Arte Moderna, Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Jack Blanton Museum of Art, Museu de Belas Artes de Houston, Museu MAR Rio de Janeiro, Museu de arte de Castela e Leão, Colección Patricia Phelps de Cisneros, Malba Constantini Collection.

Works and lives in Buenos Aires – Argentina, 1969.

In 1983, he joined the Manuel Belgrano National School of Fine Arts. This year was the last of the civil-military dictatorship and the beginning of the spring called Alfonsin. A time of great socio-cultural effervescence, after much suffering the horror of the dictatorship. The underground cultural scene of Buenos Aires experienced great growth. Like many young people of his generation, Gordin created, together with a group of friends of the school, a fanzine of comic called “Spring Salchichón”. The magazine began to transit in clubs and cultural centers of Buenos Aires as in Cement, Parakultural and etc. It is in these places that a part of the group begins to show graphic productions, which resemble more painting of the 90s than with the comics.

In those years, a new unit of the University of Buenos Aires, the Cultural Center Ricardo Rojas was created and, in 1989 was appointed curator of the gallery Jorge Gumier Maier Rojas. It is in this place that Gordin makes his first individual exhibition of paintings. The exhibitions held in this space – his and other artists – reconfigured the artistic map of Buenos Aires in the 1990s. Well known artists such as Pablo Suarez and Roberto Jacoby exhibited in the Rojas and are considered pioneers of a new aesthetic that have proposals relating to the years 60. Jacoby begins a stage of collaborative creation of a series of cartoons, one of which will be published in Fierro magazine.

In 1992, at Jacoby’s idea, Gordin held an exhibition – performance on Florida Street, at the gates of the Latin American Cooperation Institute (ICI) – an institution that soon became an ally to legitimize Rojas gallery. With a lamp in his forehead, the artist approached the audience on the street for a guided tour of a miniature exhibition “large premises” conceived within a model of ICI itself.

The quality of its facilities, and is a continuing process in its latest works, its sophisticated representations of galleries and imaginary museums, such as the Vampire Manuscript Museum, Zombie Museum or the Museum of Art which was part of the retrospective show that the Museum Buenos Aires de Modern art in 2014.

He won the Braque Prize, among others, the grant for the artistic creation of the National Foundation for the Arts and Torches Foundation and the Arteba Petrobras award. He was selected for the residencies of artists Monflanquin (1995), Frac des Pays de la Loire (2002) and Ateliers d’Artistes de Marseille (2001). His works are in public and private collections, such as: National Museum of Fine Arts in Argentina, Buenos Aires Museum of Modern Art, National Museum of Art Reina Sofia, Jack Blanton Museum of Art, Houston Museum of Fine Arts, MAR Museum Rio de Janeiro, Castile and León Museum of Art, Patricia Phelps de Cisneros Collection, Malba Constantini Collection.

Nicolas Schöffer

Bio Português

Kalocsa, Hungria 1912 – Paris, Franca, 1992

Foi um dos principais promotores do espaço artístico na pós-guerra (na europa) e, um precursor da arte cibernética e da arte da mídia. Sua pesquisa, focada na programação de tempo, luz e espaço, marca uma ruptura decisiva para a arte do século XX. Em sua obra, a escultura liberta-se da materialidade do objeto, tornando-se um dispositivo gerador de efeitos sobre o espectador, num espírito de arte total.

Schöffer também é conhecido por conectar arte com tecnologia, fornecendo às suas esculturas “cérebros eletrônicos” responsáveis ??pelos sistemas de feedback. As esculturas de um novo tipo foram capazes de interagir com os humanos e o meio ambiente. Em sua obra, pela primeira vez foi possível substituir o homem em uma performance de balé por um robô e controlar uma escultura monumental com um computador (Tour de Liège, Tour Lumière Cybernétique de la Defense).

Formou-se na Escola de Belas Artes de Budapeste e Ecole Nationale Supérieure des Beaux-Arts, em Paris. Mudou-se para a França em 1936. Em 1948, começou a investigar Spatiodynamisme através da construção de uma série de esculturas feitas de esquadrias de alumínio e vidro ou slates de acrílico coloridas (em alguns casos, móvel). A concepção e a estrutura produziram mudanças particularmente dinâmicas em ambos: os espaços internos das peças e seu ambiente, multiplicando os efeitos da luz e das sombras. Sua escultura ‘CYSP 1’ (1956) é considerado como a primeira escultura cibernético autônoma na história da arte. Para criar este trabalho, Schöffer usou o sistema eletrônico desenvolvido pela empresa Philips. Sua carreira manteve-se criativa e inovadora, inclui pintura, escultura, arquitetura, urbanismo, espetáculos, tapeçaria, filmes, música, vídeos, fotos, ensino e 10 livros.

English Bio

Kalocsa, Hungary, 1912 – Paris, France, 1992

He was one of the main promoters of artistic space in post-war Europe, and a forerunner of “cybernetic art” and media art. His research, focused on the programming of time, light and space, marks a decisive break for the art of the twentieth century. In his work sculpture frees itself from the materiality of the object, to become device that generates effects on the spectator, in a spirit of total art. Schöffer is also known for connecting art with technology by providing his sculptures with ‘electronic brains’ responsible for feedback systems. The sculptures of a new kind were able to interact with humans, and the environment. In his art work, for the first time it was possible to replace man in a ballet performance with a robot, and control a monumental sculpture with a computer. (Tour de Liege, Tour Lumiere Cybernétique de la Defense)

Schöffer received his artistic training at the School of Fine Arts in Budapest and the École Nationale Superieure des Beaux-arts in Paris. He moved to France in 1936. In 1948 he began to investigate Spatiodynamisme through the construction of a series of sculptures made of aluminium frames and glass or Plexiglas coloured slates (in some cases mobile) which particular design and structure produced dynamic changes of both, the internal spaces of the pieces and their environment, multiplying the effects of light and shadows. His sculpture ‘CYSP 1’ (1956) is considered as the first cybernetic autonomous sculpture in art history. To create this work, Schöffer used electronic system developed by the Philips Company. His creative-innovative career includes painting, sculpture, architecture, urbanism, spectacles, tapestry, films, music, videos,photo, teaching and 10 books.

 

Elias Crespin

Caracas, Venezuela, 1965. Vive e trabalha em Paris, França.

Elias Crespin usa motores controlados por software personalizado para animar as modulares estruturas geométricas. Suas instalações consistem em arranjos de elementos metálicos, que são moldados à mão ou elementos únicos em formas geométricas, que são suspensos no ar por fios de nylon quase invisíveis. Através da programação de computadores, seus arranjos mudam constantemente e se transformam, produzindo efeitos coreográficos altamente diferenciados. Seu trabalho questiona o conceito de forma, espaço, movimento e tempo e é frequentemente associado ao estudo da cor, à experimentação de diferentes materiais e texturas, de luz e sombra.
Crespin cresceu em Caracas, onde foi originalmente formado como engenheiro de computação. Seus pais eram ambos matemáticos, seus avós eram artistas: seu trabalho integra perfeitamente esses dois universos pessoais, ciência e arte. Foi apenas mais tarde em sua carreira, em 2002, depois de ter trabalhado por quinze anos em programação de software, que ele começou a desenvolver sua primeira peça. Ele terminou depois de dois anos de pesquisa.
Desde 2004, suas esculturas foram exibidas em institutos culturais internacionais como a XIII Bienal de Cuenca 2016, a Bienal de Busan na Coréia em 2014, no Museu de Belas Artes de Huston, no Grand Palais e no Espace Culturel Louis Vuitton em Paris, no Fundação Boghossian, Maison particulière, Verrière Hermes em Bruxelas. Eles entraram nas coleções de institutos importantes, como o Museu de Belas Artes de Huston, o Museu do Bairro em Nova York, o MALBA em Buenos Aires. Desde 2008 vive e trabalha em Paris.

Caracas, Venezuela, 1965. Lives and works in Paris, France.

Elias Crespin uses custom-software-controlled motors to animate the modular geometric structures he creates. His installations consist of arrangements of metal hand formed elements or single elements in geometric shapes, which are suspended in midair by nearly invisible nylon threads. Through computer programming, they constantly shift and mutate, producing highly nuanced choreographic effects. His work questions the concept of form, space, movement and time and it’s often associated with the study of color, the experimentation of different materials and textures, of light and shadow.

Elias Crespin grew up in Caracas, where he was originally trained as a computer engineer. His parents were both mathematicians, his grandparents were artists: his work perfectly integrates these two personal universes, science and art. It was only later in his career, in 2002, after having worked for fifteen years in software programming, that he started developing his first piece. He finished it after two years of research.

Since 2004, his sculptures have been shown in international cultural institutes like the XIII Bienal de Cuenca 2016, Busan Biennale in Korea in 2014, in the Museum of Fine Arts Huston, in the Grand Palais and the Espace Culturel Louis Vuitton in Paris, in the Boghossian Foundation, the Maison particulière, the Verrière Hermèsin Brussels. They have entered the collections of important institutes such as the Museum of Fine Arts Huston, El Museo del Barrio in New York, the MALBA in Buenos Aires.
Since 2008 he lives and works in Paris.

April, 17

Amanda Mei

Amanda Mei nasceu em São Paulo, Brasil, 1980. Vive e trabalha em São Paulo.

Iniciou sua pesquisa com fotografias, objetos e pinturas que misturam diferentes elementos e tipos de materiais como: madeira, papelão, pedra e concreto. Em sua produção, lida com questões próprias à linguagem escultórica e pictórica através de instalações e site-specifics que incorporam a arquitetura local. Investiga a relação contemporânea entre a natureza e o homem, através dos materiais de descarte/ demolição e as circunstâncias que tencionam a relação entre uma arquitetura projetada e orgânica.

Foi contemplada com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2015, o edital Rumos Itaú Cultural, Prêmio Artes Visuais no 17ª Festival Cultura Inglesa, Prêmio para Projetos de Pesquisa e Produção em Artes Plásticas no 48º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, Energisa Artes Visuais em João Pessoa. Também foi residente na Cité Internationale Des Arts, em Paris e Red Bull Station, em São Paulo.  Entre suas exposições individuais, destacam-se: Acordos, desvios ou diálogos (Galeria Flávio de Carvalho, Funarte, SP, 2017), Sobre a demolição da Terra (Arte Hall, SP, 2015), Resíduos, Rastros e Relíquias (Centro Cultural Britânico, SP, 2013), Como fazer tempo com sobras (Galeria TAC, RJ, 2010) e As Sobras e Desconstruções (Caixa Cultural, SP, 2010).

Amanda Mei born in São Paulo, Brazil, 1980. Lives and works in São Paulo.

Began her research with photographs, objects and paintings that mix different elements and types of materials such as: wood, cardboard, stone and concrete. In her production, she deals with issues specific to the sculptural and pictorial language through installations and site-specifics that incorporate local architecture. It investigates the contemporary relationship between nature and man, through the disposal / demolition materials and the circumstances that intend the relationship between a designed and organic architecture.

She was awarded with the Funarte Prize for Contemporary Art 2015, the Rumos Itaú Cultural edict, Visual Arts Award at the 17th Cultura Inglesa Festival, Prize for Research and Production Projects in Plastic Arts at the 48th Plastic Arts Salon in Pernambuco, Energisa Artes Visuais em João Person. He was also a resident at Cité Internationale Des Arts, in Paris and Red Bull Station, in São Paulo. Among his solo exhibitions, the following stand out: Agreements, diversions or dialogues (Galeria Flávio de Carvalho, Funarte, SP, 2017), About the demolition of the Earth (Arte Hall, SP, 2015), Waste, Traces and Relics (British Cultural Center) , SP, 2013), How to make time with leftovers (Galeria TAC, RJ, 2010) and As Sobras e Deconstruções (Caixa Cultural, SP, 2010).

March, 09

Erwin Olaf

Nasceu em 1959 em Hilversum, Holanda. Vive e trabalha em Amsterdã.

Erwin Olaf é um artista interdisciplinar que transita pelos campos da fotografia, vídeo e instalação. Após estudar se formar em Jornalismo na Utrecht School, Olaf emergiu no cenário internacional da arte ao receber o prêmio “Young Photographer of the Year” em 1998 com a série “Chessmen” – que foi seguida por uma exposição no Ludwig Museum em Colônia (Alemanha), e exposições individuais e coletivas em alguns dos principais museus e galerias do mundo, incluindo: Bilbao Art Centre,  Modern Art Gallery em Bolonha,  Santiago Museum of Contemporary Art e Rijksmuseum em Amsterdã.

Born in 1959 in Hilversum, Netherlands.Lives and works in Amsterdam.

Erwin Olaf is an interdisciplinary artist working across the fields of photography, video and installation. After studying at the Utrecht School for Journalism, Olaf emerged onto the international art scene when his series ‘Chessmen’ won the Young European Photographer of the Year award in 1988. This was followed by an exhibition at the Ludwig Museum in Cologne, with subsequent solo and group shows at major museums and galleries around the world, including Bilbao Art Centre, the Modern Art Gallery in Bologna, Santiago Museum of Contemporary Art, and Rijksmuseum in Amsterdam.

November, 09

César Brandão

Santos Dumont, MG, 1956. Vive e trabalha em Juiz de Fora, MG. 

César Brandão participou da 19a Bienal SP, tem obras no acervo do MAM-SP e do MASC-USP, e expõe  “Canteiro de Obras” na Baró Galeria até 02/12.

Filho de operário, viveu na infância e adolescência em um bairro pobre perto das indústrias com fornos para carbureto, ferro silício. Os elementos desse contexto industrial sempre estiveram presentes em sua obra, o fogo, fumaça, produtos resultantes nas fundições, e materiais ali utilizados: cal, carvão, pedra, quartzo, sucata, etc. Além do explícito contraste entre a tecnologia daqueles fornos, diante do improviso das inúmeras “gambiarras” presentes nas casas e quintais dos habitantes do lugar.  Esse contexto gerou sua fascinação por fundições em contraste  com as gambiarras, que permeiam sua produção. Trata-se, portanto, da poética sobre essas práticas da cultura popular, em contradição aos processos industriais.

“Assim, a obra de César Brandão talvez possa, por ironia, ser definida como espécie de “canteiro de obras”, onde ocorrem contaminação ou justaposição de ações, num repertório repleto de apropriações, gambiarras, rascunhos, rasuras, próteses fundidas… entre caos e fragilidade. Um amplo território de possibilidades no limiar do efêmero e provisório, e onde “a dúvida é motor do processo”, como próprio artista define.” [parte retirada do texto do curador Agnaldo Farias para a exposição “Canteiro de Obras”]

Santos Dumont, MG, 1956.  Lives and Works in Juiz de Fora, MG  

César Brandão took part in the 19th Bienal SP, has works at the MAM-SP archive and is currently showing “Canteiro de Obras” (Construction Site) at Baró, until the 2nd of December.

The son of a factory worker, Brandão was born in Minas Gerais, and lived his childhood and adolescence in an industrial poor neighborhood near industries with furnaces for carbide and ferrosilicon. The elements of this industrial context have always been present in his work: fire, smoke, resulting products from these foundries and other materials from that context such as lime, coal, stone, quartz, scrap, etc. All this in addition to the explicit contrast between the technology of those ovens, and the “gambiarras’ present in the houses and backyards of that neighborhood. This context has generated his fascination with foundries in contrast with the gambiarras, that permeate his production. The artist work is therefore, about the poetics present in these practices of popular culture, in contrast with the industrial processes.

 “Thus, the work of César Brandão ironically may perhaps be defined as a kind of “construction site”’, where a contamination or juxtaposition of actions occur, in a repertoire full of appropriations, “gambiarras”, drafts, erasures, molten prosthetics… in-between chaos and fragility. “A vast territory of possibilities at the threshold of the ephemeral and provisional, and where “doubt is the engine of the process”, as the artist himself defines.” (Excerpt from Agnaldo Farias’s curatorial text for the “Canteiro de Obras / Construction Site” exhibition).

August, 23

Rui Calçada Bastos

Rui Calçada Bastos nasceu em Lisboa em 1971.

Estudou Pintura na Escolas de Belas Artes do Porto e de Lisboa, assim como Artes Visuais no Centro de arte e Comunicação Visual – ArCo, em Lisboa.

Após uma estadia em Paris, na Cité international des Arts, mudou-se para  Berlim em 2002 para efectuar uma residência artística na Kunstlerhaus Bethanien. Em 2004, Calçada Bastos recebeu o prémio Arbeitstipendium der Senatsverweltung fur Wissenschaft, Forschung und Kultur em Berlim.

Em 2005, em colaboração com os artistas Sergio Belinchon, Santiago Ydanez, Paul Ekaitz e Antonio Mesones, fundou a galeria Invaliden1, um espaço gerido por artistas em Berlim. Até 2015, Invaliden1 apresentou e expôs obras de cerca de cem artista contemporâneos de todo o mundo.

Rui Calçada Bastos was born in Lisbon in 1971.

He studied Painting at the Porto School of Fine Arts and the Lisbon School of Fine Arts, and Visual Arts at the Centre for Art and Visual Communication – Ar.Co, in Lisbon.

After a stay in Paris, at Cité international des Arts, he moved to Berlin in 2002 for a residency at Kunstlerhaus Bethanien. In 2004, Calçada Bastos was awarded the Arbeitstipendium der Senatsverweltung fur Wissenschaft, Forschung und Kultur in Berlin.

In 2005, together with artists Sergio Belinchon, Santiago Ydanez, Paul Ekaitz and Antonio Mesones, he co-founded the artist-run space Invaliden1 in Berlin. Until 2015, Invaliden1 presented and exhibited the work of almost a hundred contemporary artists from around the world.

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