20 e poucos anos

2010/12/04 - 2011/01/22

20 e poucos anos

PROGRAMAÇÃO 11 DEZEMBRO 2010
14:00 – performance Guilherme Peters
15:00 – 16:30 – mesa aberta para artistas mostrarem portfolio – serão distribuídas 150 senhas apartir das 15h.
17:00 – palestra: quantos anos tem a arte jovem hoje?
Jorge Menna Barreto, Juliana Freire, Juliana Monachesi, Christine Mello, Adriano Casanova e Roberto Winter.

Curador: Adriano Casanova

Diferentemente da primeira edição que pensava a pintura, o desenho e o desenho digital como suporte, esta mostra assume como formato uma consequência do pensamento dos artistas e não uma técnica obrigatoriamente ligada a esta geração.

O desenho e a pintura aparecem como um fator constantemente presente na história da  arte; vistos nos desenhos de caráter ambiguos de Thais Beltrame, nas pinturas sexuais de Fabio Barolli e na temática do universo jovem de Danilo Ribeiro.

Por outra linha a instabilidade desta produção está representada através das instalações de Túlio Pinto – que trata o material como um fator de equilíbrio em suas obras que unem balões e chapas de concreto.

Guilherme Peters evoca o caráter conceitual da mostra através de uma performance onde o próprio artista fica ajoelhado no milho com um dizer: “eu fiz arte chata” em uma série de imagens, em placas de cobre, de museus que vão oxidando no decorrer da mostra.

Flavia Junqueira usa da fotografia para demonstrar um universo lúdico em imagens de uma casa de bonecas desconfigurada e dispostas em ambientes ermos e decadentes. Leonardo Costa Braga contrapõe essa visão com a série de fotografia “Homogenia” que retrata uma realidade um pouco mais documental.
Henrique Cesar mapeia o espaço expositivo da galeria na “procura de fantasmas” dispostos aleatoriamente para o visitante descobrir, em uma narrativa ao revés, que fala das diferentes perturbações desta geração.

Alexandre B. mostra uma série de caixas de luz que são engenhocas fantasmagóricas onde ‘botões de rosas’ e copos se movimentam com a precisão do ar.
Por fim, Rodrigo Garcia Dutra, em sua videoinstalação “Deformações em um universo plano II (histórias)” fala da inquietação desse grupo e da necessidade de repensar o passado ao se apropriar de uma frase do Oscar Wilde: “Histórias, como antigas ruínas, são as ficções de impérios. Enquanto tudo que foi esquecido permanece suspenso em sonhos obscuros do passado sempre ameaçando retornar…”

Assim a mostra se resume no recorte de um grupo de artistas que representam anseios de uma nova geração da arte brasileira semelhante a um contexto de uma arte que tem “20 e poucos anos” de gestação.