COLETIVA // Courtney Smith / Daniel Lannes / Darío Escobar / Enrique Radigales / Fabiano Gonper / Felipe Ehrenberg / Flávia Junqueria / Iván Navarro / Jorge Menna Barreto / Mariana Sissia / Mônica Piloni / Patrick Hamilton / Norbert Bisky / Toby Christian / Yoshua Okón

2012/05/05 - 2012/06/16

COLETIVA // Courtney Smith / Daniel Lannes / Darío Escobar / Enrique Radigales / Fabiano Gonper / Felipe Ehrenberg / Flávia Junqueria / Iván Navarro / Jorge Menna Barreto / Mariana Sissia / Mônica Piloni / Patrick Hamilton / Norbert Bisky / Toby Christian / Yoshua Okón

A Baró Galeria apresenta uma seleção das últimas obras dos artistas da galeria com o intuito de reunir instalações e peças inéditas que se convertem em uma oportunidade única de ver obras de arte que normalmente são expostas em espaços institucionais e também conhecer produções inéditas dos artistas do Brasil, America Latina e Europa.

Entre as obras expostas destacam as instalações da Courtney Smith, Darío Escobar, Enrique Radigales, Felipe Ehrenberg, Iván Navarro, Patrick Hamilton e Yoshua Okón, os desenhos da argentina Mariana Sissia, as pinturas do alemão Norbert Bisky e do brasileiro Daniel Lannes, junto as peças inéditas dos brasileiros Fabiano Gonper, Flávia Junqueira, Jorge Menna Barreto,  Mônica Piloni e do inglês Toby Christian.

A visão panorâmica da mostra reflete o caráter internacional da Baró galeria, que foca na criação de diálogos entre gerações e países, contrapondo assim as obras das jovens apostas junto a projetos reconhecidos mundialmente.

A exposição inaugura e ocorre paralelamente a feira de arte de São Paulo SPARTE, convocatória internacional mais importante para o mercado das artes no Brasil, oferecendo a possibilidade de mostrar obras em grandes formatos que o espaço da feira não permite, criando assim essa dualidade de uma mostra que não se baseia nos motes comerciais durante uma data onde o mercado da arte se aqueçe.

Dentro da seleção é apresentada pela primeira vez no Brasil as telas e aquarelas do alemão Norbert Bisky, (1970, Leizpig, Alemanha), discípulo de Geroge Baseltiz e Jim Dine. Bisky que nasceu e se formou na antiga Alemanha Oriental produz paisagem urbanas contemporâneas povoadas de jovens que refletem as contradições de educação comunista e tradição ocidental de sua geração. Desde seu atelier em Berlim surgem então os títulos de suas series como “Verão no setor soviético” o “Na sexta teremos nosso banho”.

Várias peças inéditas no Brasil estão dentro de COLETIVA: as fotografias “Gorlovka” da jovem paulistana Flávia Junqueira, são resultados de sua última residência realizada na fundação Izolyatsia, no sul da Ucrania. Imagens de espaços decadentes são contrapostas a objetos do imaginário infantil, muito presente no trabalho da artista.

Mônica Piloni, Curitiba 1978, artista que se caracteriza pela descomposição do sujeito formal e figurado para reconstruir uma nova versão de formas que falam da sexualidade/repressão e aparência/alienação exibe a peça de sua nova série  que investiga a perda e a fragilidade através da figura do acrobata. A estranheza provocada pelo hiper-realismo se une à sensação de instabilidade e tensão espacial que as peças provocam na ausência de suporte estrutural.

Mariana Sissia, jovem revelação da cena argentina, volta a Sao Paulo para mostrar a nova série de desenhos de paisagem inóspitas, herdeiros da série exposta na Baró em 2010 “Sistema de defensa de mi misma” aonde o grafite do lápis desenha, com um maior preenchimento da tela, uma instabilidade da imagem, remetendo a paisagens mentais.

O artista inglês Toby Christian (Londres 1983) foca sua produção na investigação de nosso encontro com a obra de arte modificando a percepção da peça e ironizando com o conceito de aura. Nesta ocasião apresenta a obra “the pianista”, uma escultura de parede onde um casa é pendura e o que resta é a mão do pianista esculpida em bronze em uma das mangas.

Dentro das peças de grande formato, a Baró volta a mostrar varias peças de vários de nossos nomes latino americanos: os tapetes com vocabulários re-inventados de Jorge Menna Barreto dentro de sua pesquisa da poesia concreta e a palavra como ação artística, o “Drawing room” da Courtney Smith, chão composto de peças de madeiras de móveis antigos característica de sua construção de espaços ficcionais carregados de memoria; “Ocio” de Iván Navarro aonde a palavra em néon se reflete ao infinito em um jogo de luz e espelho no interior de um poço de tijolos; “A janela de Rafael” realizada com barro tingido pelo espanhol Enrique Radigales, feito diretamente na parede da galeria reproduzindo a tela do computador do filosofo e escritor espanhol Rafael Argullol; a videoinstalação de Yoshua Okón “Hausmeister” aonde se recolhe a visão animalizada dos comportamentos humanos ; a obra “Quetzalcoatl” de Darío Escobar, presente na mostra em uma outra versão da já exposta na Bienal de Veneza, onde pneus de bicicleta (meio de transporte mais popular na Guatemala) são pendurados formando uma grande cobra com o nome da divindade asteca simbolizada por esse animal; e a abstração sobre a violência na cidade refletida nas pontas de grade “Golden horizont” do chileno Patrick Hamilton.